Muitas das pessoas que se dirigem a mim com questões relacionadas a conteúdo para Web trazem com elas um site corporativo, aquele gigantesco elefante branco que consome tempo e rios de dinheiro para ser mantido, e que traz zero de retorno para a empresa. Ele não era assim quando nasceu. Lindo, fofo e inovador, atendia a todos os requisitos da empresa e tinha tudo o que ela desejava oferecer aos seus clientes. Pois o bebê cresceu, a demanda aumentou e os objetivos mudaram um pouquinho. Entra em cena o consultor, aquele sujeito que vai alinhavar o que está frouxo na relação site corporativo x empresa. É este consultor que, na hora de analisar um site, atua em quatro estágios: diagnóstico, consultoria, implantação e manutenção. Nesta coluna, pretendo abordar o primeiro deles.
O diagnóstico
Diagnosticar é mais simples do que parece e o benefício que isso traz para um site não tem preço. Essa etapa consiste em fazer um levantamento de qual é o público-alvo do site, avaliar seu perfil e, aliado a tudo isso, enumerar os objetivos que a empresa tem em relação ao seu conteúdo. A partir daí, pode-se identificar o material necessário para a criação do projeto. Nada que um tremendo papo com o diretor de Marketing e/ou o presidente da empresa não resolva. Há uma coisa, porém, que ajuda bastante e que pouca gente faz: um bom teste de usabilidade.
Definindo o clichê Usabilidade cansa!
Definindo o clichê Usabilidade cansa!
A palavra já foi usada tantas vezes que transformou-se em um clichê. Mas para bom entendedor, meia usabilidade basta. Qualquer consultor que entenda do assunto vai olhar para um site pela primeira vez, de lápis em punho e papel na mão, observando, navegando e anotando tudo o que achar pelo caminho. Em sua análise, algumas coisas não passarão ilesas.
A saber:
Todo texto muito grande tem o poder de gerar o desinteresse em quem o lê. Por outro lado, é necessário disponibilizar aquele mundaréu de informação. É aí que entra o consultor: para quebrar um bloco de conteúdo em pequenas partes. Assim, toda a informação estará disponível, com a vantagem de que o usuário irá achá-la com mais facilidade em um texto menor do que em um compêndio;
Muitas vezes, a ausência de know-how por parte de quem faz um site compromete seu objetivo. Complicou? Vamos lá. Em sua primeira avaliação, o consultor vai buscar conflitar o objetivo a que o site se propõe com o tipo de informação que é veiculada nele. Nem tudo é relevante e pode acabar contribuindo para vender uma imagem errada do projeto;
Observe como o usuário navega, quais são as páginas que ele visita ou não, quanto tempo ele passa navegando, se ele espera pouco tempo para a animação carregar, se clica em banners... Há ferramentas espertíssimas que detectam isso e muito mais. E, de novo: toda informação sobre seu usuário é relevante. Se isto for feito logo na primeira etapa de elaboração do site, os problemas que forem detectados serão corrigidos o quanto antes, representando um custo muito menor no orçamento do projeto.
por Beta Correa

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