segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Usabilidade: conceitos centrais

Apresenta o conceito de usabilidade no contexto de portais corporativos na medida em que oconteúdo disponível on-line aumenta exponencialmente, e o tempo disponível para a navegaçãodos usuários, na melhor das hipóteses, permanece constante, e apresenta as principaiscaracterísticas de um site com boa usabilidade.

Dr. José Cláudio Terra, Carlos Franco, Eduardo Baer, Felipe Fioravantee e Rafael Fraga

People want less information, they don't want more information. They want it to be easier for them to use. Easier for them to get what they want. Easier for them to do what they want to do. The next big break through, in my mind, isgoing to come from the usability standpoint...A lot of the technology is there right now. The pieces are there... [Technology] is ahead of the software curve... ahead of people's and companies' ability to integrate the technology and to support the technology.Ted Waitt, chairman, CEO and founder,Gateway, Inc.

Vivemos em uma era na qual existe uma abundância de informações. Virtualmente tudo pode ser encontrado com um simples“Search“ no Google. Ou não? Se tudo fosse apenas uma questão de ter o mecanismo de busca eficiente. Uma busca em junho de 2004 no google usando o termo “usabilidade” gera XXXX links, usando “usability” gera xxxx links. Qual destes links é realmente relevante?

O conceito de usabilidade se torna importante no contexto de portais na medida em que o conteúdo disponíve lon-line aumenta exponencialmente, e o tempo disponível para a navegação dos usuários, na melhor das hipóteses, permanece constante. Usabilidade pode ser vista como a medida da qualidadedas experiências dos usuários no momento em que interagem com algum produto ou sistema, influenciando a satisfação de usuários e consumidores (de informação, produtos e serviços). Daí sua enorme importância! Usabilidade na web nada mais é do que estruturar um site pensando no usuário final, concentrando esforços para a facilidade do uso, criando um sistema transparente e de fácil entendimento e operação. Em outras palavras, é integrar perfeitamente conteúdo, design, serviços e interatividade buscando a experiência do usuário final.

É preciso também compreender que muitos usuáriosnão são totalmente familiarizados com computadores e com a web, que seus equipamentos possuem limitações e que, namaior parte dos casos, a visita ao site é ummeio e não um fim. Não é difícil enumerar os principais erros deum website. Muitas empresas, deslumbradascom os recursos de mídia que a internet pode propiciar, acabam concebendos itesesteticamente muito bonitos, mas que acabam, em função de inúmeros recursos gráficos, sendo extremamente difíceis de carregar e escondendo os principais conteúdos. Por outro lado, no anseio depassar informação para seus usuários, focam excessivamente na disposição grandes volumes de conteúdo, e esquecem deestruturá-lo de uma forma lógica e condizentecom a necessidade de seus clientes.Há muito que fazer em inúmeros sitesdisponíveis na web, nas intranets e portaiscorporativos de pequenas e grandesempresas. Novas metodologias para avaliação de usabilidade têm sido desenvolvidas e esta se torna, crescentemente, uma ciência sofisticada. Apesar disso, é possível destacar aqui algumas características fundamentais econsagradas como as listadas no quadro abaixo.

Sites com boa usabilidade: algumas características importantes»

Clara definição e design para atender diferentes públicos-alvo.
A primeira e a última coisa a serem pensadas no desenvolvimento de sites eportais deveria ser uma clara segmentação dos diferentes públicos-alvo queestes irão ou já estão atendendo. Segmentação é uma ferramenta tradicional de marketing e da mídia que deve ser amplamente aplicada no desenvolvimento de sites. Embora uma mídia de massa, a Internet tem a grande vantagem de permitir segmentação muito granular. No final das contas, diferentes grupos terão diferentes experiências em um mesmo site. É preciso, portanto, priorizá-los e avaliar constantemente como está sendo a experiência dos grupos mais prioritários.»

Navegação lógica e intuitiva
Estruturar a navegação de um site de modo a atender as diferentes demandas de públicos diferenciados é um dos principais desafios de um site. Diferentes grupos tendem a percorrer diferentes caminhos na busca de informação. Isto deve ser analisado e testado antes, durante e após o desenvolvimento de sites.» Busca eficienteA busca em um site é muito mais que um recurso ou ferramenta: ele é umaforma de busca direta por informações. E como tal, precisa obedecer a regras que facilitem não só a recuperação de informações, mas também a contextualização desta em relação ao site. O sistema de busca deve trazer resultados consistentes e de maneira rápida, assim como oferecer maneiras dese refinar o que se busca através de seleções específicas de áreas, datas etipos de arquivo.»

Manutenção Adequada de Conteúdo
Um dos principais desafios de um site é conseguir dar relevância econfiabilidade ao seu conteúdo. Sites com bom conteúdo precisam seratualizados freqüentemente e ter o conteúdo constantemente revisado, evitandoque informações antigas sejam visualizadas como se fossem novas.»

Textos Adequados para a Web
Escrever para a Internet exige alguns cuidados não só na construção dos textos,mas também na maneira como estes são apresentados. Eles devem ser curtos, objetivos e apresentados de forma clara para o usuário, permitindo que o mesmo navegue pelos textos de forma a aprofundar seu grau de informação sobre o tema. Textos escritos para a Internet devem ser, ademais, claros, concisos e objetivos, evitando o uso exagerado de adjetivos, construções elaboradas e termos e expressões demasiadamente técnicos fora de conteúdos específicos.»

Bons Mapas
Parques de diversão têm uma especial preocupação em não só oferecer um serviço, mas sim uma experiência inesquecível aos seus clientes. Assim, um bom site deve se preocupar em mostrar de forma clara todos os lugares que podem ser explorados, de forma similar a um parque que indica de modo eficaz todas as possibilidades de diversão. Não o bastante, este deve se preocupar em mostrar de forma lógica o caminho navegado por seu visitante, além de permitira fácil localização da área temática em que este se encontra, do mesmo jeito que parques utilizam de modo exemplar sinalizações e diferentes cores para caracterizar cada um de seus “mundos” de diversão. A preocupação é tanta, que mapas do parque são facilmente adquiridos em qualquer das áreas do parque. Contextualização desta em relação ao site. O sistema de busca deve trazer resultados consistentes e de maneira rápida, assim como oferecer maneiras dese refinar o que se busca através de seleções específicas de áreas, datas etipos de arquivo.»

Após mais de 10 anos da presença virtual dasempresas e crescente importância da webpara a estão das empresas e condução dosnegócios, a questão da usabilidade adquiregrande destaque. Usabilidade não deve ser uma preocupação apenas de designers, mas de todos aqueles que vêem na web um meio de trabalho e relacionamento com colaboradores, parceiros e clientes.


José Cláudio C. Terra é presidente da TerraForum Consultores. Atua como consultore palestrante no Canadá, nos EstadosUnidos, em Portugal, na França e no Brasil.Também é professor de vários programas depós-graduação e MBA e autor de vários livros sobre o tema. Seu email éjcterra@terraforum.com.br

Carlos Franco é consultor associado da TerraForum Consultores como consultor nacriação e reestruturação de websites deempresas e organizações interessadas emotimizar os resultados de sua presença naInternet, é formado em jornalismo pela PUC-SP. Seu email é carlos@terraforum.com.br
Eduardo Baer é colaborador da eduardobaer@gmail.com
Felipe Fioravante é consultor júnior da Terra Forum Consultores. Seu email éfelipe@terraforum.com.br
Rafael Fraga é consultor júnior da Terra Forum Consultores. Seu email éjcterra@terraforum.com.br

Projecto

Tipos de sites

a. Decorativos - comunicacao institucional
b. Informativo - informacao de uma marca ou produto
c. Intercativo - Procuram diálogo


O que analisar no site

a. Design
b. Facilidade de navegacao e de acesso
c. Qualidade e apresentacao da informacao
d. Interactividade e valor acrescentado
e. E-commerce

Por fim...

... dar uma opiniao crítica sobre a identidade e imagem da marca

Entrega dia 17/01 em meio digital

O que pode ser feito pelo seu site

23.12.2003

Muitas das pessoas que se dirigem a mim com questões relacionadas a conteúdo para Web trazem com elas um site corporativo, aquele gigantesco elefante branco que consome tempo e rios de dinheiro para ser mantido, e que traz zero de retorno para a empresa. Ele não era assim quando nasceu. Lindo, fofo e inovador, atendia a todos os requisitos da empresa e tinha tudo o que ela desejava oferecer aos seus clientes. Pois o bebê cresceu, a demanda aumentou e os objetivos mudaram um pouquinho. Entra em cena o consultor, aquele sujeito que vai alinhavar o que está frouxo na relação site corporativo x empresa. É este consultor que, na hora de analisar um site, atua em quatro estágios: diagnóstico, consultoria, implantação e manutenção. Nesta coluna, pretendo abordar o primeiro deles.

O diagnóstico
Diagnosticar é mais simples do que parece e o benefício que isso traz para um site não tem preço. Essa etapa consiste em fazer um levantamento de qual é o público-alvo do site, avaliar seu perfil e, aliado a tudo isso, enumerar os objetivos que a empresa tem em relação ao seu conteúdo. A partir daí, pode-se identificar o material necessário para a criação do projeto. Nada que um tremendo papo com o diretor de Marketing e/ou o presidente da empresa não resolva. Há uma coisa, porém, que ajuda bastante e que pouca gente faz: um bom teste de usabilidade.

Definindo o clichê Usabilidade cansa!
A palavra já foi usada tantas vezes que transformou-se em um clichê. Mas para bom entendedor, meia usabilidade basta. Qualquer consultor que entenda do assunto vai olhar para um site pela primeira vez, de lápis em punho e papel na mão, observando, navegando e anotando tudo o que achar pelo caminho. Em sua análise, algumas coisas não passarão ilesas.
A saber:

Todo texto muito grande tem o poder de gerar o desinteresse em quem o lê. Por outro lado, é necessário disponibilizar aquele mundaréu de informação. É aí que entra o consultor: para quebrar um bloco de conteúdo em pequenas partes. Assim, toda a informação estará disponível, com a vantagem de que o usuário irá achá-la com mais facilidade em um texto menor do que em um compêndio;

Muitas vezes, a ausência de know-how por parte de quem faz um site compromete seu objetivo. Complicou? Vamos lá. Em sua primeira avaliação, o consultor vai buscar conflitar o objetivo a que o site se propõe com o tipo de informação que é veiculada nele. Nem tudo é relevante e pode acabar contribuindo para vender uma imagem errada do projeto;

Observe como o usuário navega, quais são as páginas que ele visita ou não, quanto tempo ele passa navegando, se ele espera pouco tempo para a animação carregar, se clica em banners... Há ferramentas espertíssimas que detectam isso e muito mais. E, de novo: toda informação sobre seu usuário é relevante. Se isto for feito logo na primeira etapa de elaboração do site, os problemas que forem detectados serão corrigidos o quanto antes, representando um custo muito menor no orçamento do projeto.